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01/10/2017 - Tudo igual e diferente. Crianças daqui, dali e acolá

Um passeio pelo mundo, pelas culturas, através do olhar infantil. Enquanto pesquisam como outras crianças vivem do outro lado do mundo, os alunos da Escola Lua Nova e Centro de Estudos descobrem semelhanças, diferenças e se surpreendem com o novo, o inusitado e também com a dificuldade. Como vive uma criança refugiada? Ou aquelas que, desde muito cedo, precisam trabalhar? América Central, Europa, África foram lugares visitados pela imaginação, pela pesquisa, pela arte, pelas brincadeiras.

A cada ano, a cada turma, a partir do interesse das crianças, vão se descortinando conteúdos das mais diferentes áreas do conhecimento. Mas uma coisa está sempre presente – a ludicidade, a brincadeira e a criatividade. Quem nos faz a contação dessa história é Marciana Santana, professora do 2° ano da Escola. 

 *Que tipo de descobertas o Projeto Crianças daqui, dali e acolá proporciona?

Prof Marciana: O projeto responde a muitos questionamentos sobre a infância, em diferentes partes do mundo. Por meio da investigação, as crianças percebem o quanto são diferentes e também semelhantes em vários aspectos, além de ter a oportunidade de conhecer diversas regiões do mundo, por meio do olhar infantil. Elas utilizam o mapa mundial, identificando os diversos lugares estudados, pesquisam sobre a geografia e a história de regiões, de diferentes continentes.

Por meio de leitura de textos informativos, identificamos dados importantes e fazemos registro das pesquisas. Comparamos o modo de vida delas [crianças] com o de outras, que vivem em diversas regiões do Brasil e do mundo, identificando semelhanças e diferenças - influência das culturas (africana, indígena e europeia), como a comida e os costumes e o clima de cada país pode determinar o modo de vida, por exemplo.

 

* Como se dá o desenvolvimento do projeto ano a ano?  

Prof Marciana: A cada ano, a cada turma, surgem surpresas e novidades. No ano passado, tínhamos no grupo uma criança que havia estudado na Irlanda, por meio de sua mãe conseguimos um contato, via Skype, que possibilitou que elas se conectassem com a cultura da infância naquele País e foi possível conversarmos e trocarmos informações sobre a rotina das duas realidades escolares. Esse contato possibilitou um momento muito rico.

Esse ano pesquisamos um pouco sobre a vida das crianças que trabalham nas ruas, nas fazendas de cana de açúcar, com carvão, o trabalho doméstico, muito determinado para a filha mais velha... Passeamos também um pouco pela vida das crianças refugiadas, como elas vivem no meio de uma guerra “de verdade”, muitas vezes perdem os pais, migram para outras culturas, moram em campos de refugiados, recebem doações para sobreviver...

É interessante observar como essas informações chegam para as crianças, algumas vezes como surpresa, novidade, mas causa também uma inquietação e permite discussões muito ricas sobre as questões sociais e o quanto estamos todos envolvidos nelas e não nos damos conta disso.  

 

* O Trabalho da Lua Nova traz sempre uma característica interdisciplinar, como se dá a interlocução com as professoras de Arte, de Música etc?

Prof Marciana: Como o projeto possibilita a pesquisa das culturas dos diferentes países estudados, nas aulas de Educação Física, por exemplo, professor Leo [Leo Araújo] tem trabalhado com as crianças as brincadeiras de vários países.

A professora de Artes, Dilla [Édila Carvalo de Lima], nos ajuda na realização dos trabalhos de Artes Plásticas, orientando qual a melhor de técnica a usar e produzindo materiais em algumas de suas aulas, para decorar o ambiente no dia da culminância do projeto, expondo as obras das crianças.